Orientação Vocacional: Algumas curiosidades sobre o IPP-R – Interessese Preferências Profissionais…


Porque necessito de comprar todo o material do IPP-R se já comprei o IPP?

O IPP-R (edição revista do IPP) é completamente diferente do IPP: (i) os itens são diferentes e em número mais reduzido, o que significa que tanto a folha de respostas como o caderno de aplicação do IPP estão obsoletos e não podem ser utilizados com esta nova versão do teste, e (ii) os campos profissionais contemplados no IPP-R correspondem a uma reestruturação dos campos que constavam no IPP ou então são novos (daí o profissional necessitar de consultar o manual técnico do IPP-R).

Que alterações foram feitas nos campos profissionais?

Tal como vários profissionais nos referiram ao longo dos últimos anos que comercializámos o IPP, tanto os campos profissionais como algumas das profissões estavam desatualizadas ou não se enquadravam no que atualmente são os interesses dos nossos jovens: profissões como “Toureiro” ou “Capitão de um barco” e atividades como “cuidar de cavalos e prepará-los para corrida” ou “tripular foguetões” estavam claramente a precisar de ser revistas ou atualizadas. Assim, foi feito um esforço para que os campos profissionais incluíssem profissões e atividades atuais, que espelhassem a evolução do nosso mercado de trabalho. Da nossa parte foi tido o cuidado de fazer constar um leque abrangente de profissões, obtidas através da frequência do ensino superior ou alcançadas através de formação profissional.


Utilizo o IPP há muitos anos mas estou com dificuldade em fazer a correspondência com os campos profissionais do IPP-R…

A revisão e a reorganização dos campos profissionais que faziam parte do IPP resultou na sua redução de 17 para 15. Não significa que os campos Aventura-Risco e Mecânico-Manual tenham sido eliminados mas sim que, algumas das atividades que lhes eram inerentes, fossem associadas a outros campos. Consequentemente, a utilização do resultado obtido em Aventura-Risco como um indicador da impulsividade do adolescente deixou de ser possível no IPP-R. Mas, por outro lado, com esta nova versão o profissional ganhou 2 campos profissionais: a Informática (INF) e o Turismo.Hotelaria.Restauração (THR).

No quadro que se segue é feita a ligação entre os campos profissionais do IPP e do IPP-R.

Que informação/dados posso retirar do perfil de resultados do IPP-R?

Tratando-se este teste de uma prova de interesses profissionais, a informação que o profissional retira do perfil de resultados corresponderá ao modo como, naquele momento, o adolescente expressa os seus interesses - os resultados devem ser sempre interpretados tendo em conta esse facto. Quantas vezes já nos deparámos com perfis de resultados em que o adolescente ou tem interesse em todos os campos profissionais ou não tem interesse em nenhum dos campos?....

O processo de análise do perfil de resultados do IPP-R deverá incluir, pelo menos, 3 etapas:

  1. Validar as respostas dadas pelo adolescente (respostas excessivas de Não gosto ou Não conheço podem significar falta de motivação na resposta ao teste);

  2. Por campo profissional, comparar o resultado obtido em Profissões e Atividades (uma discrepância significativa entre estes dois resultados pode estar relacionada com o desconhecimento do adolescente relativamente a uma destas variáveis);

  3. Identificar os campos profissionais que são claramente do interesse do adolescente (os dados normativos do IPP-R devem ser tomados como referência para esta tomada de decisão).

O IPP-R tem tabelas de normas por ano escolar (9º e 12º ano) e por género (feminino e masculino). Que tabela de normas devo escolher?

Tal como num processo de seleção a diferenciação por género não deve ser relevante (para saber mais sobre este assunto pode ler este texto), também no caso da orientação profissional me faz sentido que se siga o mesmo conselho.

Os estudos estatísticos realizados mostraram que, normalmente, os rapazes obtém resultados mais elevados nos campos TEC, INF, FSP e DES e as raparigas demonstram uma maior preferência pelos campos SAU, EDU, BMA e THR. Se condicionarmos as preferências/escolhas profissionais à tendência do género, estaremos de certa forma a delimitar as decisões dos nossos jovens. Não existem profissões “femininas” ou “masculinas”, existem sim bons profissionais.

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