Quem pode comprar testes psicológicos?


Os testes psicológicos são, enquanto instrumentos de avaliação psicológica, próprios da atividade dos Psicólogos. A nosso ver, a sua utilização deve ser restrita a profissionais que tenham as competências necessárias à sua correta escolha, aplicação, interpretação e rentabilização. Importa então esclarecer quem poderá – ou não – adquirir os materiais de avaliação e de intervenção comercializados pela Cegoc.

Para facilitar este esclarecimento iremos, primeiro que tudo, apresentar-vos a classificação para estes materiais, elaborada de acordo com o Código Deontológico da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com as Diretrizes Internacionais para a Utilização de Testes e com as normas estabelecidas pela American Psychology Association.


Classificação A


Classificação B



Classificação C


Há, no entanto, exceções pelo que será imprescindível a consulta individual da classificação de cada teste.

Ainda assim, quer para Psicólogos quer para profissionais de áreas relacionadas, podem surgir algumas questões práticas na aquisição destes materiais. De seguida apresentamos algumas dessas questões e as respetivas respostas.
  • Sou psicólogo, posso adquirir os vossos materiais?


Sim. Para adquirir os testes psicológicos comercializados pela Cegoc, apenas terá de preencher o Formulário de Qualificação Profissional e fazer prova da sua formação em Psicologia, apresentando um comprovativo: uma cópia do Certificado de Habilitações ou da Cédula Profissional da Ordem dos Psicólogos Portugueses.

  • Sou estudante de Psicologia, posso adquirir os vossos materiais?


Sim. Os estudantes dos cursos de Psicologia podem adquirir testes com classificação B ou C, desde que a utilização seja feita com acompanhamento de um Professor, que oriente o trabalho ou a tese em que o material será utilizado. Para tal, será necessário que seja entregue o Formulário de Qualificação Profissional para Estudantes, preenchido juntamente com o orientador.

Estes critérios aplicam-se, também, a formações académicas em contexto de pós-graduação, mestrado e doutoramento, para não psicólogos.

  • Sou profissional de outras áreas, posso adquirir os vossos materiais?


Depende. Caso esteja relacionado com uma das áreas citadas nas tabelas apresentadas anteriormente e a sua função justifique a sua utilização, poderá adquirir os materiais comercializados pela Cegoc, assim estejam classificados. No entanto, o seu percurso profissional e formação de base serão sempre alvo de apreciação pela nossa equipa técnica, pelo que será necessário que nos envie cópia do Certificado de Habilitações, o Formulário de Qualificação Profissional devidamente preenchido e assinado e o seu CV para análise.

  • Trabalho em Recursos Humanos, mas não sou Psicólogo. Posso utilizar os vossos testes psicológicos?


Sim. Pode utilizar os testes e questionários incluídos na categoria B. Para isso, será necessário que tenha formação que lhe permita ter as competências necessárias à sua correta utilização.

Para estes casos específicos, a Cegoc disponibiliza a formação em Utilização de Testes na Gestão de Recursos Humanos.

Esta formação destina-se não só a profissionais das Ciências Humanas mas também aos próprios psicólogos. No entanto, não é obrigatória para Psicólogos, pois a formação em Psicologia, por princípio, deverá ser suficiente para garantir a correta utilização dos materiais.

2 comentários

  1. António José Rebelo11 de junho de 2016 às 11:36

    Li as vossas considerações, mas não concordo com elas. Só Psicólogos é que deviam utilizar instrumentos de avaliação psicológica. Estou a falar de testes psicológicos e não de outras provas. As pessoas esquecem-se, e com muita facilidade, infelizmente, que a cotação e a interpretação dos testes requerem formação em Psicologia, e, por isso, considero, porque as exigências da avaliação são elevadas, que nem todos os Psicólogos deveriam poder aplicar alguns testes. Eu dou um exemplo: a WISC-III. Para quê e porquê a utilização desta escala por alguns psicólogos, quando eles a não sabem utilizar, em termos da sua interpretação clínica? Essa situação é muito grave, porque viola a realidade da prova, enquanto instrumento de avaliação psicológica, e viola uma prática de utilização, a que é utilizada e realizada pelos Psicólogos que a sabem utilizar, profissionalmente, a bateria citada. Eu fiz estágio curricular num departamento de Psicologia médico/Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e não me atrevo a dizer que sou especialista em Psicologia médica, ou mais, receitar medicamentos. Considero que as pessoas deveriam ser honestas, consigo próprias, e ao serem-no, não deveriam querer assumir posições ou papéis profissionais que são o privilégio deontológico e profissional de outros profissionais. Falamos na utilização de testes como poderíamos falar na leccionação da disciplina de Psicologia, no ensino secundário, situação que, estranhamente, não é regulamentada, permitindo que indivíduos, sem qualquer formação em psicologia, por exemplo: os Licenciados em Filosofia, a possam leccionar. Um crime didáctico-pedagógico, que tem implicações graves nos utentes diretos dessa prática decorrente, que tem tido o aval, contínuo, do Ministério da Educação. O grande responsável foi o Roberto Carneiro, enquanto Ministro da Educação, quando permitiu que um Licenciado em Filosofia realizasse uma reforma educativa que transferiu, em termos curriculares, a disciplina de Psicologia do 10º para o 12ºano. Os psicólogos que estavam a leccionar a disciplina ficaram no desemprego, porque estavam contratados e com essa medida ministerial ficaram no desemprego. Os seus direitos, evidentemente, não foram acautelados. Os licenciados em Filosofia queriam à viva força leccionar Psicologia, essa situação é/foi clara como água, queriam ganhar estatuto profissional com a leccionação da Psicologia. Conseguiram-no e estou perfeitamente convencida, face aos factos de que tenho conhecimento, de que nunca a vão libertar. A prova disso foi o comportamento da Isabel Alçada, quando foi Ministra da Educação, no tempo do José Sócrates. O que fez? Fez só confusões numa portaria que assinou. O problema foi adiado e não resolvido. Quem é que controla a falta de respeito pela Psicologia, dos pretensos filósofos e, também, do Ministério da Educação? Os Psicólogos, mas o seu comportamento não é indicativo disso. É pena.

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  2. António José Rebelo11 de junho de 2016 às 11:38

    Duplico a publicação do meu comentário porque senti a necessdiade de fazer algumas alterações ortográficas.
    Li as vossas considerações, mas não concordo com elas. Só Psicólogos é que deviam utilizar instrumentos de avaliação psicológica. Estou a falar de testes psicológicos e não de outras provas. As pessoas esquecem-se, e com muita facilidade, infelizmente, que a cotação e a interpretação dos testes requerem formação em Psicologia, e, por isso, considero, porque as exigências da avaliação são elevadas, que nem todos os Psicólogos deveriam poder aplicar alguns testes. Eu dou um exemplo: a WISC-III. Para quê e porquê a utilização desta escala por alguns psicólogos, quando eles a não sabem utilizar, em termos da sua interpretação clínica? Essa situação é muito grave, porque viola a realidade da prova, enquanto instrumento de avaliação psicológica, e viola uma prática de utilização, a que é utilizada e realizada pelos Psicólogos que a sabem utilizar, profissionalmente, a bateria citada. Eu fiz estágio curricular num departamento de Psicologia médico/Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e não me atrevo a dizer que sou especialista em Psicologia médica, ou mais, receitar medicamentos. Considero que as pessoas deveriam ser honestas, consigo próprias, e ao serem-no, não deveriam querer assumir posições ou papéis profissionais que são o privilégio deontológico e profissional de outros profissionais. Falamos na utilização de testes como poderíamos falar na leccionação da disciplina de Psicologia, no ensino secundário, situação que, estranhamente, não é regulamentada, permitindo que indivíduos, sem qualquer formação em psicologia, por exemplo: os Licenciados em Filosofia, a possam leccionar. Um crime didáctico-pedagógico, que tem implicações graves nos utentes diretos dessa prática decorrente, que tem tido o aval, contínuo, do Ministério da Educação. O grande responsável foi o Roberto Carneiro, enquanto Ministro da Educação, quando permitiu que um Licenciado em Filosofia realizasse uma reforma educativa que transferiu, em termos curriculares, a disciplina de Psicologia do 10º para o 12ºano. Os psicólogos que estavam a leccionar a disciplina ficaram no desemprego, porque estavam contratados e com essa medida ministerial ficaram no desemprego. Os seus direitos, evidentemente, não foram acautelados. Os licenciados em Filosofia queriam à viva força leccionar Psicologia, essa situação é/foi clara como água, queriam ganhar estatuto profissional com a leccionação da Psicologia. Conseguiram-no e estou perfeitamente convencida, face aos factos de que tenho conhecimento, de que nunca a vão libertar. A prova disso foi o comportamento da Isabel Alçada, quando foi Ministra da Educação, no tempo do José Sócrates. O que fez? Fez só confusões numa portaria que assinou. O problema foi adiado e não resolvido. Quem é que controla a falta de respeito pela Psicologia, dos pretensos filósofos e, também, do Ministério da Educação? Os Psicólogos, mas o seu comportamento não é indicativo disso. É pena.

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