Sabe porque é que os questionários de personalidade devem ser longos?

Com frequência, recebemos feedback sobre o número elevado de itens em questionários de personalidade. Na realidade a extensão de um questionário depende do número de escalas/dimensões que o constituem e respetivos itens. Vamos perceber o porquê deste tipo de questionários ser, preferencialmente, longo.


Vamos utilizar uma imagem muito simples para fazer a analogia com o número de itens de um questionário de personalidade. Esta imagem ilustrará, durante a nossa explicação, o resultado do questionário de personalidade e a forma como o interpretamos.

Imagine um questionário com um número bastante reduzido de itens por dimensão. As afirmações são direcionadas para o que queremos realmente avaliar, mas como são poucas, fornecem-nos também pouca informação. Como a imagem que se segue:




O que vemos? Um escadote? Uma cadeira? Um estrado? Podemos tentar adivinhar, mas nunca o saberemos com um elevado grau de confiança ou precisão…

Se o questionário for composto por um maior número de afirmações por dimensão, fornecerá ao avaliador uma maior quantidade de informação. Desta forma, poderemos descrever/interpretar, com menor margem de erro, o que está na imagem:

Com mais informação conseguirá perceber que é, sem dúvida, uma cadeira.


Resumindo, quanto maior for o número de itens num questionário (i.e., maior número de itens por escala/dimensão), mais informação este nos transmitirá e maior a validade da nossa interpretação sobre esse resultado.

Esta analogia está diretamente relacionada com o conceito estatístico de validade. Este conceito refere-se à medida em que o teste mede o constructo que se propõe a medir. Atualmente, este conceito pode ser refinado, entendendo-se como o grau em que existem evidências ou dados empíricos que apoiam a interpretação do resultado obtido no teste num determinado sentido (Arribas, 2014).

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