A disforia de género

A palavra disforia vem do grego “dysphoros”, que significa desconforto. Num contexto de saúde mental e psiquiatria, esta palavra é utilizada para definir um estado ou sensação de mal-estar, ansiedade e depressão. No caso da disforia de género há uma incongruência acentuada entre o sexo biológico e o género com o qual o individuo se identifica, uma manifesta insatisfação e inconformidade com a anatomia sexual de nascimento e o papel social que dela se espera e que acabam por causar uma angústia e infelicidade em relação ao mesmo.


Caraterísticas da disforia de género

Nas crianças esta incongruência pode manifestar-se com o desejo de se vestir como o género experimentado/expresso (aquele que se quer ser), em oposição ao género designado (aquele que se é/nasce com) ou pela preferência por brinquedos, jogos e atividades que seriam mais habituais em crianças do sexo oposto, por exemplo.

Adolescentes e adultos podem demonstrar um forte desejo de se libertar das características sexuais primárias e/ou secundárias revelando um forte desejo pelas características sexuais primárias e/ou secundárias do outro género. Alguns adultos podem sentir um desejo intenso de pertencer a um género diferente e de ser tratados como tal e podem ter a convicção interior de sentirem e reagirem como o género experimentado sem procurar tratamento médico para alterar as características corporais.


A importância do apoio

O contexto que envolve quem sofre de disforia de género é muito importante. O apoio emocional demonstrado ao logo de todas as fases e idades é essencial para combater o isolamento e o afastamento da sociedade, podendo, em alguns casos, esta falta de apoio levar à automutilação e ao suicídio. 

Por exemplo, durante a infância, a escola deve compreender a criança e facilitar a sua integração junto das restantes, enquanto adolescentes/adultos deve haver um cuidado na utilização do nome social, escolhido de acordo com o género expresso, e de palavras e artigos definidos que se adequem a esse mesmo género.


Para saber mais sobre o tema, pode aproveitar os 10 % de desconto, entre os dias 12 e 16 de maio, no livro Como lidar com a disforia de gênero (transexualidade) e pode ainda consultar o artigo escrito por Alexandre Saadeh, Incongruência de Género: aceitar a diferença, disponível no nosso blog.




Bibliografia

American Psychological Association. (2014). DSM 5 - Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, Climepsi Editores.
Saadeh A. (2019). Como Lidar com a Disforia de Gênero (Transexualidade) - Guia prático para pacientes, familiares e profissionais de saúde, Hogrefe CETEPP.

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